O Grupo de Oração Sementes de Maria acontece todos as terça-feiras, as 19:30 com início do Santo Terço, na Capela Rosa Mística, Rua Paulina Maria Alves, 210, Loteamento, Pompéu/MG.

terça-feira

OS PUROS VERÃO DEUS


“Como um jovem manterá pura a sua vida?” (Salmo 118, 9). A pureza é uma virtude muito cara, sobretudo aos jovens, pois eles estão na flor da idade, potencialmente férteis e cheios de energia. Não obstante, o mundo se encontra brutalmente sexualizado, não há espaço para a pureza, o que há é um sistema de contravalores destacado nos meios de comunicação em geral.
O salmista faz uma pergunta inquietante para os jovens modernos. Como se livrar da impureza impregnada na TV, no rádio e na internet? Como escapar das situações de fornicação (sexo antes do casamento), dos sites pornográficos, dos olhares insaciáveis? O jovem cristão padece quando busca viver a castidade integralmente, quando se decide por uma vida de pureza constante. Muitos deles se perguntam como viver a pureza, outros até duvidam que isso seja possível num mundo mergulhado na prostituição socializada. A pureza é uma virtude que nos eleva à condição angelical, mas só pode ser conquistada com oração e disciplina.
Percebemos, pelas Palavras do Senhor, que a porta de entrada de toda impureza são os olhos, pois “o olho é a luz do corpo. Se teu olho é são todo o seu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará em trevas” (Mateus 6,22-23). Com as imagens que captamos pelo olhar, a imaginação se aguça e nos leva a ter pensamentos libidinosos, comburente para pecados mais graves. Deste modo, perguntamo-nos: “Como cultivar a castidade no olhar?”. A receita prática é a adoração; assim, os mesmos olhos que pecaram, agora acham a redenção diante do sacrário.
Nada melhor do que alimentar nosso olhar adorando Jesus Sacramentado, fonte de toda graça e pureza. “Aos puros de coração está prometido ver Deus face a face e ser semelhante a Ele. A pureza de coração é a condição prévia da visão” (cf. Catecismo da Igreja Católica).
São Josemaria Escrivá nos conta que até os santos lutaram ferozmente para defender a sua pureza. São Francisco revolveu-se na neve, São Bento jogou-se num silvado, São Bernardo mergulhou num tanque gelado. E você, o que fez? Quando o corpo queima de paixão, é hora de correr. O próprio pai da Opus Dei nos dá a dica: “Não tenhas a covardia de ser “valente”; foge!”.
“A pureza é uma virtude que nos eleva à condição angelical, mas só pode ser conquistada com oração e disciplina”
Nem toda fuga de um combate é covardia. Você pode ter abandonado a batalha, mas a guerra continua. Enquanto você não for amigo fiel da constância, será difícil resistir. Se até os santos de porte elevado na conquista da santidade se esquivaram, quem somos nós para querer enfrentar a tentação? Não à toa, Nosso Senhor disse: “os filhos das trevas são mais astutos que os filhos da luz” (Lucas 16,8).
A pureza não é labuta de apenas alguns meses, ela pode durar anos ou até mesmo uma vida. O mais importante é saber levantar -se de cada queda. Um dia você aprenderá a subir, como disse a doutora da Igreja Santa Teresa de Jesus: “caindo e levantando, aprendi a subir.”
Não há motivação maior em lutar para ser puro do que saber que veremos Nosso Senhor face a face. Não há lágrimas nem noites mal dormidas que nos separem desta tão bela promessa. Ele é cumpridor de Suas promessas, pois “Deus é fiel” (Coríntios 10,13). Façamos nossa parte junto às Sagradas Escrituras, porque Deus sempre fará a d’Ele.
Amém.

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