O Grupo de Oração Sementes de Maria acontece todos as terça-feiras, as 19:30 com início do Santo Terço, na Capela Rosa Mística, Rua Paulina Maria Alves, 210, Loteamento, Pompéu/MG.

quarta-feira

Deus ama a quem dá com alegria

A importância da esmola

Entre os “remédios contra o pecado”, a Igreja apresenta, além do jejum e da oração, a esmola. Especialmente no tempo quaresmal essas práticas espirituais são propostas para o combate contra o pecado: o egoísmo e todas as paixões desordenadas que agitam nossa alma. Há ervas daninhas que crescem no jardim de nossa alma cujas raízes são profundas, por isso são difíceis de ser arrancadas. A esmola é uma das formas de eliminá-las.
Um dos piores pecados é a ganância ou avareza; é o apego desordenado ao dinheiro e aos bens deste mundo. O avarento está pronto a deixar até a própria vida, mas não os seus bens. São Paulo classifica a avareza como idolatria: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixões, desejos maus, cupidez e a avareza, que é idolatria” (Cl 3,5). “Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras ! - terão herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5,5).
O apóstolo dos gentios vê o apego aos bens materiais, sobretudo ao dinheiro, como idolatria, porque a pessoa o ama como a um deus, torna-se escrava da riqueza, e no seu altar queima um incenso perigoso. Desde o princípio Jesus alertou os discípulos sobre este perigo, como no Sermão da Montanha: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedica-se a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a riqueza”  (Mt 6,24).
O que importa é que a pessoa não seja escrava do dinheiro e dos bens. É claro que todos nós precisamos deles [dinheiro e dos bens] para viver; o próprio Jesus tinha um “tesoureiro” no grupo dos apóstolos; e é importante notar que foi exatamente Judas quem se perdeu. Isso não quer dizer que foi só por causa do dinheiro, mas o Evangelho não deixa de dizer que ele era ganancioso.
São Paulo afirma que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (cf. I Tm 6,10). Veja que, portanto, o mal não é o dinheiro em si, mas o “amor” ao dinheiro; isto é, o apego desordenado a ele que faz a pessoa buscá-lo como um fim e não como um meio. Por causa do dinheiro muitos aceitam a mentira, a falsidade e a fraude. Quantos produtos falsificados! Quantos quilos que só possuem 900 gramas!  Quanta enganação e trapaças nos negócios! 
 Não é verdade que mesmo entre os cristãos, tantas vezes, um engana o outro, o “passa para trás” em algum negócio, compra e venda, entre outros? Tudo isso é roubo; não importa se o objeto levado foi uma simples caneta ou um bem maior; não importa se se vendeu por 10 mil um carro que só valia 9, ou se falsificamos um produto para aumentar o lucro fácil. É fraude, é roubo! E tudo acontece, como disse o apóstolo, “por amor ao dinheiro”.

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