O Grupo de Oração Sementes de Maria acontece todos as terça-feiras, as 19:30 com início do Santo Terço, na Capela Rosa Mística, Rua Paulina Maria Alves, 210, Loteamento, Pompéu/MG.

quarta-feira

Esconderijo ou refúgio?

“Mas eu não estou só. O Pai está sempre comigo. Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,32-33)



Você teve a coragem de se abandonar aos cuidados de Deus. Mas o que pretende com essa atitude de abandono e confiança em Deus? É exatamente isso que devemos descobrir, pois tal é uma condição para prosseguirmos em nossa viagem. A parada aqui é estratégica! E toda a nossa viagem dependerá da sua escolha: esconderijo ou refúgio?
No capítulo dezesseis do Evangelho de São João, Jesus se encontra nos momentos finais de Sua vida ao lado dos discípulos, por isso prepara-os para o tempo das dificuldades. Anuncia que chegará a hora da dispersão dos discípulos, em que eles O abandonarão, porém Ele sabe que não ficará sozinho e desamparado (cf. Jo 16,32). Essa é a fonte da perseverança de Jesus: Ele sempre esteve acompanhado pelo pai, que não O preservou das tribulações, mas se fez companheiro nelas, dando força e coragem para continuar.
“Mas eu não estou só. O Pai está sempre comigo?”: Jesus levava essa realidade muito viva em Seu coração; e até mesmo o fato da encarnação não feriu a unidade existente entre o Pai e o Filho. Essa constante comunhão sustentou Jesus nas tribulações enfrentadas, que não foram poucas. Ele encontrava forças todas as vezes que se lembrava de que o Pai estava com Ele. Sentia-se fortalecido para seguir em frente em razão desta realidade. Valorizava mais a presença do Pai do que a superação do problema, que sempre era uma consequência desta experiência de Jesus. É como acontece com uma criancinha: ao se sentir protegida pela presença do pai, lança-se no enfrentamento dos desafios dos desafios, crescendo nas experiências da vida. Por outro lado, quando não conta com a companhia do pai, possivelmente desenvolve medos e inseguranças, pois acredita estar sozinha, assim os problemas apresentam uma dimensão maior do que a real. Muitas vezes, quando essa criancinha se percebe sozinha, ela desenvolve um comportamento agressivo e egoísta, pois, já que ninguém olha por ela, aprende a se defender sozinha e acredita que somente ela própria pode fazer algo por si mesma. É assim que surgem muitos dos adultos autossuficientes, desconfiados e isolados do mundo.

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