O Grupo de Oração Sementes de Maria acontece todos as terça-feiras, as 19:30 com início do Santo Terço, na Capela Rosa Mística, Rua Paulina Maria Alves, 210, Loteamento, Pompéu/MG.

sexta-feira

Nos caminhos da oração

A oração é um impulso do coração

 


Na simplicidade da vida e na riqueza espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus encontramos uma definição do que seja a oração em toda a sua beleza e plenitude.

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”.

Muitos livros já foram, estão sendo, e serão escritos sobre esse tema. Na perspectiva cristã a oração é alimento para a alma. Assim como o corpo humano necessita de nutrientes e vitaminas para manter-se saudável, a vida espiritual também necessita alimentar-se da oração para crescer sempre mais no amor, na fé e na esperança.

Se uma pessoa não se alimenta adequadamente, pode contrair uma anemia, e terá que repor as vitaminas que seu organismo necessita para funcionar normalmente. Em nossa vida espiritual acontece o mesmo processo: se não alimentamos nossa alma com uma vida de oração, adquirimos, com o passar do tempo, uma anemia espiritual.


Essa anemia espiritual faz com que a vida e tudo o que dela decorre torne-se algo somente funcional. Perde-se o motivo e o sentido daquilo que se realiza no cotidiano da vida. Imune ao desgaste dos problemas e dos sofrimentos a pessoa, muitas vezes, sente-se sem motivação para continuar a caminhada. A vida perde o sabor, porque falta o ingrediente principal no cardápio espiritual da vida: a oração.

Quando já sem forças para continuar sua caminhada, a pessoa olha para trás, vê apenas uma vida na qual simplesmente realizou tarefas por obrigação, mas não deu sentido a elas. Na oração encontramos o motivo maior que nos coloca em contato com aquilo que realizamos. Nossa ação é consequência daquilo que nós somos espiritualmente, caso contrário nos tornamos apenas escravos de um ideal ou projeto.

Muitas pessoas se perguntam: “Por que orar?” Oramos não porque Deus precise das nossas orações, mas para que nosso coração seja aberto para percebermos a presença de Deus Pai em nós. Uma vida espiritual, sem a oração, torna-se tão seca quanto um jardim que nunca é regado. Sem água as flores morrem aos poucos. É a água, o adubo, o cuidado que temos com o jardim que faz com que ele cresça e seja belo! Na vida de oração o mesmo processo acontece: se não dedicarmos um tempo para estarmos a sós com Deus, iremos aos poucos deixando nossa espiritualidade seca e sem vida.

Nem sempre os momentos de oração são agradáveis. Em nossa humanidade deficiente, há dias em que oramos e não sentimos absolutamente nada. Parece que estamos ali, mas Deus não está do nosso lado. A caminhada espiritual é um percurso inconstante e nem sempre linear. A nossa vida de oração é semelhante a um gráfico que tem seus momentos de auge e depois ocorrem as quedas. Esse processo é conhecido pelos grandes mestres da oração e místicos como desertos espirituais.

Talvez, se a nossa vida de oração fosse sempre constante e perfeita, corrêssemos o risco de nos acomodarmos e pensar que não precisamos mais orar. Os desertos espirituais nos tiram do nosso comodismo espiritual e nos ensinam que Deus também está presente nos momentos em que não estamos percebendo a Sua presença ao nosso lado.

Alguns desistem de atravessá-lo [deserto espiritual] em sua caminhada de oração e abandonam o percurso pela metade. Quando isso ocorre, a pessoa se afasta de Deus e busca por suas próprias forças encontrar sentido na vida. Quando descobre que o sentido da vida está no Senhor e que, sem Ele, a caminhada é vazia, volta para os braços do Pai e redescobre na oração a luz que lhe retira das sombras de uma noite na qual estava sem rumo e perdido.

Quando oramos fazemos a experiência de Deus em nós.
Uma vida de oração transforma a alma num jardim florido, no qual cada flor revela um dom de Deus para ser colocado a favor de cada irmão e irmã. No cotidiano da nossa história a oração é uma ponte que nos liga a Deus e aos nossos irmãos.

quinta-feira

Evangelho (João 6,44-51)

Quinta-Feira, 26 de Abril de 2012
3ª Semana da Páscoa


 
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44“Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna.
48
Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 8,26-40)

Quinta-Feira, 26 de Abril de 2012
3ª Semana da Páscoa

Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém.
28
Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?”
31
O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém me explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”.
34
E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. 37Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”
38
O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Não tenha medo!


A Santíssima Virgem Maria assumiu no mundo a sua missão de Nova Mulher e pisou na cabeça da serpente para matá-la. Podemos dizer: aquilo que está profetizado no livro de Gênesis aconteceu.

Aconteceu aquilo que o próprio Deus disse depois do pecado de Adão e Eva: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).


É próprio da cobra ficar escondida. A serpente é a figura do inimigo, porque ele também age dessa forma. Ele prefere ficar às escondidas, mas se alguém corajoso o atinge, ele se mostra e é obrigado a se manifestar. Quando se pisa na cabeça de uma serpente, ela começa a se debater: isso nos assusta, e muito.


Mas não é preciso temer. Nossa Senhora já pisou na cabeça da serpente. A cobra dá botes, mas já está condenada à morte. Muitos ficarão com medo, mas Jesus coloca em nosso coração a palavra repetidamente pronunciada por João Paulo II: “Não temais”. Aconteça o que acontecer, não temais!


Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Testemunhas de Cristo

Viver coerentemente a nossa fé católica


Jesus, novamente, vai ao encontro dos Seus discípulos-apóstolos e lhes deseja a paz! "A paz esteja convosco!"
Jesus demonstra, com a Sua presença física, depois da Ressurreição, que está vivo. Ele, diante de Seus discípulos atônitos e medrosos, pede que eles coloquem as mãos em Suas chagas e em Seu lado e vejam, com fé, que Ele está vivo, que Ele venceu a morte e ressuscitou, verdadeiramente, em Corpo e Alma.
Ao partir o pão, os discípulos, despertados de sua incredubilidade, O reconhecem e são convocados pelo próprio Cristo Ressuscitado a dar testemunho d'Ele a todo o mundo. Jesus, ao pregar a conversão e o perdão dos pecados, nos convida a viver intensamente o mistério da nossa fé trinitária: se o batismo nos purifica de nossos pecados, é na vivência dominical do Sacramento da Eucaristia em que nós reconhecemos, recebemos, comungamos e testemunhamos Jesus Cristo Ressuscitado.

Nós não vemos Jesus fisicamente. Mas nós cremos que o Senhor está presente nos sinais do pão e do vinho consagrados, que se tornam o Corpo e o Sangue do Senhor Jesus Ressuscitado. Jesus, tendo sido injustamente condenado à morte, ressuscitou da morte. Como São Pedro nos ensinou a acreditar em Cristo Ressuscitado. Jesus, morto e ressuscitado, se manifestou aos discípulos e estes dão testemunho de que Cristo ressuscitou verdadeiramente.
Nós cristãos, que acreditamos e seguimos o Cristo Ressuscitado, devemos viver coerentemente a nossa fé católica. Viver e testemunhar uma fé no amor e no perdão ao próximo. Viver e praticar diariamente, não só exteriormente, os Mandamentos de Deus, porque não há separação entre fé e vida. A nossa fé é comunitária e devemos dar a dimensão ética social a ser testemunhada a todos os homens e mulheres de boa vontade, em todos os ambientes de nossa vida. Sejamos testemunhas credíveis de Jesus Cristo dando o testemunho de nossa vida cristã!

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

quarta-feira

homilia diária, Não tenha medo de ser testemunha do Cristo Ressuscitado


Estamos diante das narrativas de aparições do Ressuscitado que, segundo os exegetas, seriam acréscimos posteriores feitos pela Igreja estruturada – provavelmente já no século II d.C. -, a qual achou por bem reforçar, nesse Evangelho, a dimensão do Cristo glorioso.
Glorioso por quê? A razão é simples: os apóstolos estavam angustiados por não poder realizar a missão de levar o Evangelho “a todos os povos”, como Jesus lhes havia ordenado. Enviados a proclamar o poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo e anunciar a Boa Nova da Salvação a todas as pessoas que encontrassem. Ninguém poderia ser deixado de lado, pois a Salvação é um direito de todos. Mas, assim como nós, hoje, também os discípulos de Jesus vacilaram muitas vezes. Tiveram medo de anunciar e pregar o Evangelho com viva voz. Então, Jesus ressurgiu e os confirmou na fé, dando-lhes a certeza da Sua presença entre eles.
Para que os discípulos não duvidassem do Mestre, Ele lhes deu sinais visíveis e concretos. O primeiro sinal foi o da adesão. Assim, o Senhor soprou sobre eles, a fim de que recebessem a força do Espírito Santo. Portanto, o sinal de adesão a Jesus se dá no batismo, feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Essa é a forma de vincular toda a humanidade ao Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito. Dessa comunhão de amor deve surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade.
Por sua vez, os apóstolos têm como tarefa levar os novos discípulos a pautar sua vida nos ensinamentos do Mestre. Para isso, bastaria ensinar os batizados a observar tudo aquilo que Jesus lhes havia ensinado, ou seja, nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha.
Uma certeza deveria animar os apóstolos: o Ressuscitado estaria, para sempre, junto deles, incentivando-os a serem fiéis à missão. Portanto, nada de se deixar abater pela grandiosidade e pelas exigências da tarefa recebida.
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!” (Marcos 16,15). Assim, tornai-vos a esperança dos homens, vós que sois, para vós mesmos, causa de desespero. Descobrireis a extensão de vossa incredulidade quando virdes o mundo crer em vossa palavra, vós que sequer confiastes no testemunho de vossos olhos. Sabereis qual a dureza de vosso coração, quando virdes, no mundo inteiro, os povos mais selvagens proclamarem meu Nome sem jamais me terem visto, enquanto vós me renegastes quando vivi entre vós. Vereis pela terra homens divididos, homens encerrados em ilhas, encravados em rochedos, perdidos no deserto, mágicos, gregos tagarelas, romanos bem falantes procurarem a fé pela própria fé, que vós procurastes com a mão e com o dedo no fundo de minhas chagas.
Assim como Jesus enviou os apóstolos ontem, hoje, Ele faz o mesmo com você. Ele está enviando você, meu irmão, como testemunha de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Não deixe que a sua “lentidão” sirva de obstáculo para os seus irmãos e irmãs. Não tenha medo, porque Jesus está com você.
Nada acontecerá com você durante sua missão. Saiba que a sua disponibilidade em aceitar o convite ao anúncio do Evangelho fortificará a fé daqueles que hão de crer por meio de você. “Quem crer e for batizado será salvo”, diz o Evangelho.
Como batizado, saiba que a fé é para o batismo o que a alma é para o corpo. Assim, aquele que nasce da água vive da fé. “O justo – diz S. Paulo – viverá pela fé “ (Rm 1,17). Portanto, aceite o convite. Não tenha medo e se coloque a serviço do Senhor, servindo seus irmãos. Seja testemunha do Senhor Ressuscitado.

Padre Bantu Mendonça

Evangelho (Marcos 16,15-20)

Quarta-Feira, 25 de Abril de 2012
São Marcos, evangelista


— O Senhor esteja convosco.— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos,
15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
19
Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Um pouco de História Sobre o Grupo de Oração Sementes de Maria - 7 ANOS DE EXISTÊNCIA

COM MUITA ALEGRIA NO CORAÇÃO, O GRUPO DE ORAÇÃO SEMENTES DE MARIA COMEMORA OS SEUS SETE ANOS DE EXISTÊNCIA LEVANDO A EVANGELIZAÇÃO A TODOS ...